Cicloturismo Iguaçu

Cicloturismo Iguaçu

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DIA 14/08 PEDAL ATÉ NO MORRO DA SALETE


 No sábado dia 17/08  logo apos o almoço o clima estava bom pra ir pedalar, o sol nao estava muito forte e quase não tinha vento, então sai de casa com a intenção de até no Recanto Olivo em Medianeira, segui o pedal via PR-495 pra quem não conhece é um trecho de asfalto em péssimas condições de conservação, assim pondo em risco quem utiliza essa rodovia, seja de carro,moto ou até mesmo de bicicleta, pois como á muitos buracos o risco de um automóvel ir desviar de um buraco e acabar atropelando um ciclista é muito grande, por isso ultimamente tenho evitado ao máximo passar por ali, sei que muitos ''motoristas'' tem mais dó de seus carros do que a vida de uma pessoa. Cheguei em Medianeira e peguei a rua iguaçu até chegar na BR-277 indo a sentido Matelândia, até que cheguei na Areá industrial, foi ai que mudei de ideia já que o corpo estava esgotado da noite anterior, na verdade eu estava de ressaca mesmo, foi ai que resolvi subir no Moro da Salete, pois fazia tempo que estava querendo ir lá.


 Quando cheguei no topo do moro eu me surpreendi com a quantidade de pessoas que estavam lá, tinha algumas famílias brincando com seus filhos, senhoras tomando chimarrão e comendo pipoca, casal de namorados, e uma galera que estava de moto, e de repente apareceu mais um ciclista.


Isotônico pra dar uma reidratada 
 Fiquei quase duas horas lá, olhando as paisagens e pensando na vida, eu estava querendo curtir um por do sol, mais começou a baixar a temperatura e a ventar bastante, ai resolvi voltar pra casa

Vista do alto do moro





e a lua estava linda ;)



trajeto de 45 km no total

terça-feira, 6 de agosto de 2013

DIA 03/08 PEDAL BR-277 E ESTRADA VELHA DE GUARAPUAVA ''BEIRA-PARQUE''

 Quero começar essa postagem com uma frase dita por uma ''amigo'' que esta dando a volta na America do sul, em uma das nossas ultimas conversa via Facebook quando eu lhe disse que teria 2 destinos em especial nos próximos dias, lugares aonde eu teria a oportunidade de agradecer tudo o que esta me acontecendo, não só a mim, mais as pessoas que eu conheço  ele me disse essa frase...'' Não há nada mais lindo do que a GRATIDÃO!! Agradeça por tudo meu velho, até pelo o que não é bom!!
E lá se foi mais uma semana de trabalho, sempre na mesma rotina de trabalho pra casa, de casa pra academia, assim vão se passando os dias, até que enfim chega a tao esperada sexta-feira, dia de ficar até mais tarde bebendo cerveja, ir dormir tarde pois no outro dia pode ficar na cama até a hora que bem entender, isso na é o meu caso, sexta pra mim é dia de ir no mercado e comprar o que eu preciso levar pro sair pedalando, dia de comer muito bem e o principal dia de ir dormir cedo pra estar com o corpo e a mente descansados, preparados pra pegar a estrada.
Como é costume acordei no sábado acordei tomei café, arrumei as coisas, lubrifiquei a corrente da bike, calibrei os pneus, dei uma alongada no corpo pra dar uma aquecida nos músculos, afinal mais uma vez o clima insistia em estar fresquinho por volta dos 11º, então é hora de partir.O dia estava prometendo chuva, o tempo estava bem fechado com bastante neblina, até me passou pela cabeça em mudar o meu destino do pedal pois se chovesse eu iria me dar mal já que mais da metade do percurso é por estrada de chão
, e nem todo o trajeto tem cascalho, mesmo correndo esse risco segui o rumo pra Medianeira.


Tempo fechado
Chegando em Medianeira peguei a BR-277 sentido a Cascavel, e pra minha alegria e pra alegria de todos esta duplicada até a chegada de Matelândia, assim dá mais segurança pra mim que estou pedalando e para os motoristas que utilizam a rodovia, e mesmo com essa segurança a mais os itens de segurança sempre em dia, como as luzes dianteira e traseira, capacete, luvas e óculos, tudo pra dar mais segurança em caso de algum acidente,tombo ou uma simples sujeita que venha entrar no olho.

BR-277 enfim duplicada
 Chegando perto do Casteletto infelizmente termina a duplicação, ai começa a complicar as coisas,é justo ai que tem a tao temida ''Curva da Morte'' e confesso que ai eu fiquei com um pouco de receio de passar, pois não á espaço entre a pista e a mureta de proteção, ai resolvi atravessar a pista e ir contra-mão, e como o fluxo de carretas é intenso eu levei um belo de um susto quando uma passou bem perto de mim, me fazendo acelerar a pedalada pra sair logo dali , segui até a saída de Matelândia aonde parei pra comer um pastel.


Parada pra um lanche 
 Apos segui pedalando rumo a Céu Azul, e mais uma vez a falta de acostamento me fez atravessar a BR pra andar contra-mão e foi ai que mais uma vez senti medo de ser atropelado, logo na primeira curva apos Matelândia que eu estava seguindo na mão contraria do fluxo de veículos que apareceu uma carreta ''comendo'' faixa e passou bem perto de mim, com a força do vento chegou jogar pra longe o meu óculos, e mais uma vez me apressei pra voltar pra mão certa.

Por volta das 9h e ainda tinha muita neblina 


Abatedouro de aves 
 Ja era passado das 9:30 e o sol ainda não tinha dado o ar da graça, até que começou a aparecer aos poucos, pra alegria e pra tristeza também, alegria pra dar uma amenizada no frio, e tristeza por que começa a desidratar mais, e sem contar que começou a me queimar o rosto.




 Segui mais alguns km até chegar em Ramilândia, e uma coisa que me chamou a atenção nesse dia foi a quantia de pessoas que buzinava quando me via passando, não buzinadas de advertência, mais sim de apoio, e geralmente aparecia uma mão pra fora da janela pra acenar, esses simples gestos que dá animo pra seguir pedalando, receber o apoio de quem você nem sabe que é.  Com a altitude mais elevada as paisagens já iam mudando a paisagem, e  nossa época do ano sempre tem plantações de trigo nestas áreas  perto de Céu Azul Então foi mais algumas subidas e descidas e enfim cheguei na Policia Rodoviária Federal de Céu Azul, hora de parar e esticar um pouco as pernas e fazer mais um lanche e tomar um isotônico. 



Plantação de trigo

PRF Céu Azul 
 Apos o descanso merecido é hora de pegar a estrada de chão que terminaria em Serranópolis,estrada essa que antigamente ligava Foz do Iguaçu até Céu Azul costeando o Parque Nacional do Iguaçu estrada também conhecida como Estrada Velha de Guarapuava, que infelizmente é impossível fazer o percurso total dela por motivos de ganancia de alguns produtores que insistem plantar até praticamente dentro do PNI fazendo assim que não tenha mais a estrada.

BR-277 a beira do PNI
Nesse trajeto que viria pela frente a velocidade diminuiria, pois á muitas pedras soltas no caminho, e assim aumentaria o risco de cair um tombo, mesmo assim em algumas decidas não tem como controlar a velocidade, cheguei a pegar 53 km/h em uma das descidas, um tombo nessa hora seria literalmente feio e eu me machucaria bastante.


Palmito Juçara 



Igrejinha
 Uma das maiores satisfação quando se esta pedalando é poder ver a natureza,paisagens, e os animais e neste dia os pássaros estavam dando um show a parte, por um momento pequei meu mp3 e liguei pra ouvir musicas, mais não durou mais que 1 minuto e resolvi desligar e curtir o som da natureza que na minha opinião é muito mais interessante. Neste trajeto é raro encontrar veículos trafegando, já que á poucas casas beira-parque, assim os animais ficam mais tranquilos sem o barulho dos carros, e como a bike é silenciosa eles praticamente nem notam a minha presença e pude ver alguns animais como Cutias e Quatis .Enfim cheguei na parte que eu mais gosto, a descida na fazenda, uma descida íngreme de uns 3km ai é atenção redobrada pois alem das pedras soltas tem o risco de alguma vaca ou boi correr atrás de você, já que é uma fazenda de gado e ovelhas.

ovelhas do pasto 
A partir dai o sol já estava começando a castigar um pouco, ainda bem que o isotônico deu uma hidratada legal e eu tinha bastante água ainda, se não estou enganado já se passava do meio dia e a fome já estava dando sinal, e eu ainda tinha uma barra de cerais e chocolate, parei em uma sombra e fiz o meu almoço.No caminho encontrei algumas maquinas colhendo e pra minha felicidade nem um caminhão, por que iria deixar comendo poeira por um bom tempo.
Riacho da fazenda, hora de refrescar a cabeça 
 Apos fazer uma parada pra lavar o rosto e esfriar um pouco o corpo o caminho já estava quase ao fim, faltava em terno de uns 15 km pra chegar em casa, ai foi tranquilo, com um trecho de calçamento pra castigar um pouco, mais tudo dentro dos limites, terminando o pedal com uma cerveja bem gelada e um lanche pra repor as energias. totalizando 98 km, com velocidade máxima de 62km/h e 5:40 pedalando.

Descida das vacas


Rio Silva 


Trajeto percorrido 98km

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