Cicloturismo Iguaçu

Cicloturismo Iguaçu

terça-feira, 5 de novembro de 2013

CICLOTURISMO COSTA VERDE E MAR, DE BLUMENAU ATÉ FLORIANÓPOLIS 1/3

 Com muito orgulho venho contar a historia de um cara louco que resolveu sair de Serranopolis do Iguaçu pra ir pedalar no litoral. Essa historia começou a uns 4 meses atraz, e desde então essa ideia não me saia da cabeça,sempre pensando como seria,quando seria, com quem seria, eu estava imaginando tudo.
 Na ideia inicial eu iria no final do ano, no forte da temporada, porem eu sabia que teria as desvantagens, como preço elevado nas diárias em hostel, refeiçoes, bebidas e sofreria com o calor e o transito devido ao numero de turistas,eis que ouve uns acontecimentos que me deram a oportunidade de ir antes do planejado á realizar esse sonho de Pedalar no litoral. Como eu já estava me preparando pra isso á algum tempo, eu já tinha praticamente tudo oque precisava pra sair pedalando, alforges,ferramentas,roupas e o principal de tudo que é a vontade de sair pedalando, mais oque ainda me faltava era o bagageiro''garupeira'', foi então que em uma das idas ao Paraguai eu comprei uma, mais não me inspirava confiança, ai resolvi ir até uma metalúrgica e reforçar a estrutura dela pra aguentar sem  se incomodar.
Depois de varias horas em claro durante as madrugadas pensando em tudo ou em nada, pensei muito até aonde eu iria desembarcar do onibus e ia começar a pedalar, na terça dia 08/10 fui até a rodoviária pra ver o preço da passagem até ITAJAI/SC que até então seria o meu rumo, mais a noite deitado na cama lembrei que em BLUMENAU/SC  estava acontecendo a Oktoberfest e pensei na hipótese de começar o meu pedal de lá, ai na quarta dia 09/10 fui pra comprar a passagem pro dia seguinte, ai mais uma vez mudei de ideia e decidi comprar a passagem para o mesmo dia e até BLUMENAU. Passagem na mão  saída marcada pras 19:10 horas liguei pra um amigo pra ver se ele poderia me dar uma carona até a rodoviária e levar a bicicleta junto é claro, liguei pro Rodrigo Faganello e como era de se esperar ele não negou o pedido. Ai foi a hora de arrumar o alforge com as  ferramentas,roupas,calçados, câmeras celular,protetor solar,algumas barras de cereal e kit de higiene pessoal, conferi tudo  pra garantir que não ia faltar nada.
 A cada instante o frio na barriga aumentava, estava ansioso pra sair pela primeira vez na minha vida sem um rumo certo, apenas com a bicicleta,dinheiro e roupas.Por volta das 18:00 o Faganello chegou pra me buscar, só então dei a noticia pros meus avós que eu estava indo pra Santa Catarina pra pedalar, como era de se esperar eles acharam estranho eu ir sozinho e sem ter um lugar certo pra ficar, enfim saímos rumo a rodoviária  lá deu um pequeno transtorno com o motorista que se negou a levar a bicicleta no bagageiro do ônibus  e com um pouco de conversa e uma roda desmontada conseguimos nos entender. A partir desse momento é que começou pra valer a viajem, ai que comecei a conhecer novas historias, e a primeira delas foi a do Renan Muniz, um cascavelense que estuda em Porto Alegre, mais estava indo pra uma festa em Blumenau e no dia seguinte em Brusque, esse cara ai foi o primeiro a me apoiar na loucura que eu estava fazendo.
Bagunça antes de ser conferida e ir pro alforge

Na rodoviaria

 Apos uma longa noite de viajem, as 06:00 horas estávamos chegando em Garuva/sc o sol estava começando a nascer, uma paisagem linda, o sol entre as montanhas ao fundo, o dia já estava começando com tudo.Mais 2 horas de viajem chegamos em Blumenau, montei a bicicleta, ajeitei o alforge e fui pedir informação de algum local pra passar a noite, e infelizmente ninguém soube me informar, ai fui até o centro aonde fica a Vila Germânica ai me informei sobre um hotel á duas quadras dali, fui até lá e fiz o chek-in, o preço era bem salgado mais não tinha muitas opções. A tarde sai pra conhecer a cidade, mais precisamente uma cervejaria, foram 12 km de pedal dentro da cidade em meio aos carros e as belas subidas íngremes que tem na cidade, passei a tarde conhecendo pessoas e contando a minha historia e como nao poderia faltar tudo isso regado a um bom chopp da cervejaria EINSENBANH, quando sai de lá o dia estava quase terminando, e eu já estava no clima pra curtir a noite de uma das mais famosas festas alemã.

Vila germânica em Blumenau SC 

No dia seguinte acordei por volta das 09:00  e fui tomar café da manha,uma refeição com muitas frutas e carboidratos e suco de laranja, já que precisava me reidratar devido aos chopes que tinha bebido na noite anterior, as 10:15 sai do hotel e segui rumo a GASPAR, no caminho parei pra fazer um lanche e seguir viajem, até ILHOTA, ai parei em um posto pra lubrificar a corrente da bicicleta, e novamente as pessoas me pediam de onde eu estava vindo e pra onde eu ia, dai foram mais uns 30 km até chegar na tao temida BR-101. O trafego intenso de caminhos e carretas me deixou com medo no inicio, mais logo fui me acostumando, a parte tensa era nas saídas da rodovia, aonde os motoristas tinham aceso as cidades, assim  passei por ITAJAÍ e seguindo a BR-101 até chegar em BALNEÁRIO CAMBORIÚ .


Museu de Blumenau
Lanche na beira da estrada, e agua de coco pra hidratar 
Logo no inicio da cidade já comecei a pedir informação sobre alguma pousada, e foram me informando até que encontrei o REZENDE HOUSE,um hostel da rede HI, mais uma vez fiz o chek-in subi até o quarto, tomei um banho e fui comer alguma coisa, já que era 16:00 e eu não tinha almoçado direito, e dessa vez teve até vários doces pra repor as calorias perdidas nos 80 km de pedal. 
Minha companheira de quarto

Repondo calorias

 E depois disso tudo foi a hora que eu mais esperava, a hora de ver a bicicleta na beira do mar, poder curtir o som das ondas, poder ficar sozinho de tudo e tirar um tempo só pra mim, poder pensar em tudo ''ou em nada'' e acima de tudo agradecer ao Papai do Céu por ter a oportunidade de realizar esse sonho, agradecer pela vida, pelas pessoas que conheço, pessoas que ainda ia conhecer durante o caminho.
 Em breve a continuação dessa historia, que ainda tem as cidades de BOMBINHAS E FLORIANÓPOLIS


Links: http://www.hotelpousadarezende.com.br/indexc.php?incl=simples&idmenu=448
http://www.hotelsteinhausen.com.br/




terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dia 14/09 PEDAL, BANHO DE RIO E POR DO SOL

Semana passada recebi a missão de ajudar dois amigo a comprar bikes pra cada vez aumentar a galera do pedal, então sábado de manha fui com o meu amigo Jean até o Paraguai pra comprar 2 bikes, uma pra ele e outra pra sua namorada Ângela, saímos cedo de medianeira, como saímos sem tomar café da manha, resolvemos comer um pastel frito na hora em uma barraca do lado brasileiro, alem do pastel ser ótimo a senhora que atende é muito simpática e sempre esta sorrindo, contagiando quem para lá pra fazer um lanche antes das compras. Chegamos lá e começou  bate perna atras das lojas, afinal eu queria encontrar um loja em especial, aonde o cambio é mais em conta, mais andamos por vario lugares e nada de achar a dita loja,  fomos pra onde eu sabia que teria oque nós precisava, primeiro fomos pesquisar preço na Pyramid Bikes, mais como era esperado acabamos comprando somente os acessórios lá, e as duas bikes compramos na Delta brinquedos, uma pequena loja localizada na rua de trás do shopping Vendome. Bicicletas e acessório comprados, é hora de atravessar a ponte com os produtos, a sorte que as bicicletas vem montadas assim só precisamos ir empurrando elas, com um certo receio conseguimos atravessar a Aduana sem problemas, ai foi só desmontar as rodas e por os quadros no trans-bike e vir pra casa. Chegamos em casa por volta das 14:00 e até que almoçamos e montei e regulei as bicicletas já eram passado das 15:30, ai resolvi ir até a propriedade do Guto Belon pra dar uma esticada nas pernas e aproveitar e tomar um banho de rio. 


Os quadros das Bicicletas 


Caminho do rio 

Pato selvagem se banhando e degustando alguns peixes

  Cheguei na casa do Guto e parei pra conversar um pouco com ele e pedir permissão pra tomar banho no rio, e como sempre ele fez questão que ficasse a vontade, antes de descer até o rio parei pra olhar os açudes e me deparei com garças e patos selvagens se banhando naquelas águas.
Bromélias 







Banho na bike


  Depois de quase uma hora na água, o corpo já estava relaxado,e pronto pra uma ótima noite de sono, mais quando sai da beira do rio e estava a caminho da casa do Guto me deparei com um belo por do sol, foi então que resolvi ir até a torre no Parque Nacional Do Iguaçu, uma torre que servia para os Guarda-Parque vigiar a área do parque, conta os caçadores ou algum tipo de queimada que pudesse ocorrer no território
Sun set 


Pro homem do campo não tem dia e nem hora pra trabalhar

Alto da torre no Parque Nacional do Iguaçu

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DIA 24/08 PEDAL NA FAZENDA 3 PINHEIROS



 Sábado dia 24 o destino do pedal foi a Fazenda 3 Pinheiros, no município de Matelândia. Sai de casa por volta das 14:00 horas, passei no mercado pra comprar barras de cereais e um isotônico pra dar uma reidratada,tudo pronto com o lanche a água e o isotônico, segui sentido a linha Baixada, passando por um pequeno trajeto de calçamento até no cemitério de Jardinópolis e dali em diante o resto do trajeto praticamente todo de estrada de chão, com cascalho e terra batida.
 Passando pelo cemitério, fui no rumo do estradão que liga a linha Progresso á antiga Prefeitura, a estrada estava boa, com poucas pedras soltas, ai fui no rumo da linha Alto Pinheirinho Linha Pedra Branca 
Ipe amarelo 


A própria ''PEDRA BRANCA''
 Depois de passar por estradas  desconhecidas com belas paisagens e com muitos pássaros na beira da estrada, segui para a Fazenda Tres Pinheiros, a maioria das terras dessa propriedade pertence a moradores de Serranópolis, isso explica o encontro com tantas pessoas conhecidas por aquelas estradas rurais.


Ceifa parcialmente queimada, abandonada no meio da lavoura 
  Como é comum residencias no interior ser distantes umas das outras por motivos de ser grandes áreas de lavoura, isso leva aos moradores ter cães soltos para ajudar a proteger de possíveis furtos, seja ele de animais, objetos e um outro tipo de furto que esta se tornando comum o roubo de defensivos agrícolas, pelo seu alto custo e fácil revenda, e são esse cães que dão um adrenalina extra, é inevitável levar uns belos sustos quando eles começão a latir e vir em sua direção, ai haja pernas pra pedalar e fujir deles.
Consegui escapar 

Apos passar por algumas residencias, e muitas lavouras de trigo enfim cheguei a estrada Beira-Parque, uma pequena extensão dela que ainda resiste, e é hora de parar para descansar um pouco e se refrescar nas águas geladas pra então segui pedalando até em casa e nessa hora a temperatura já estava caindo bruscamente, assim pedalei forte pra evitar passar mais frio.





Trajeto 50km 



Casal faz viajem ao redor do mundo com seus 4 filhos #INSPIRAÇAO

É provável que esta história desbanque dois mitos que muita gente tem com relação a viagens: 1) que viajar é caro; 2) que só é possível quando não temos compromissos, como emprego e, principalmente, filhos. Martin Glauer, de 30 anos, e a mulher Julie, de 40, decidiram pegar nas bicicletas e correr o mundo durante um ano. Com eles levaram Moses, Caspar, Turis eHerbie, os filhos.
O mais velho, Moses, tinha cinco anos e o mais novo, Herbie, apenas 9 meses. Mas nem isso impediu este casal de cumprir o sonho de viajar pelo mundo de forma sustentável. Martin, alemão, e Julie, canadense, se conheceram em uma passagem pela Austrália e logo perceberam que as viagens seriam parte de suas vidas. Foram viver  na Alemanha e começaram a construir uma família.
5 anos e 4 filhos depois, eles decidiram que tinha chegado o momento de pegar na bike e partir. Para testar, fizeram uma viagem de preparação à Romênia para perceber se os filhos tinham o espírito de aventura necessário. Como eles se mostraram entusiasmados, o casal arriscou na aventura.
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A preparação física foi uma das preocupações de Martin e Julie, já que não é qualquer um que consegue pedalar 35 quilômetros por dia a cerca de 20 km/h – a meta do casal -, levando os filhos atrás. Por isso, Martin correu algumas maratonas antes da viagem e Julie fez pilates.
Acoplados a cada uma das bicicletas, viajaram dois mini-trailers, sendo que duas das crianças iam com a mãe e as outras duas com o pai (na verdade, o caçula ia na cadeirinha, sempre com Julie, enquanto os outros 3 se revezavam). O mais bacana é que as estruturas, feitas de lona, incluíam cinto de segurança e uma tela para proteger do vento e dos mosquitos. As crianças tinham assim um lugar privilegiado, e bem confortável, para descobrir o mundo.
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E como o mundo é grande demais para que o possamos conhecer numa só viagem, o casal foi obrigado a fazer escolhas. Eles optaram por países mais planos e tentaram sempre fugir do inverno, para carregar menos roupas e sacolas e para facilitar o trabalho com as crianças e o próprio alojamento. A família preferiu acampar do que ficar em hotéis ou pousadas. O alojamento em casa de famílias locais foi outra das opções.
Martin e Julie garantem ser mais barato viajar com os filhos desta forma (mesmo contando com as passagens de avião, que o mais novo não paga e o segundo paga só metade) do que levar uma vida normal na Alemanha, onde é preciso pagar renda da casa, combustível do carro e aquecimento, entre outras despesas. Eles calcularam gastar em média 50 euros por dia, o que dá 22.500 euros no ano (pouco mais de 68 mil reais).
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Os seis partiram do Canadá, de onde seguiram para Estados Unidos, Guatemala, El Salvador e Brasil (por aqui desembarcaram no Rio de Janeiro e foram até Salvador, onde ficaram dois meses). Seguiu-se a Austrália, Nova Zelândia, e depois Emirados Árabes, Omã, Índia, Tailândia, Camboja, China, Mongólia, Rússia e mais alguns países europeus, num total de 20 países visitados. Voltaram a Alemanha em julho de 2012, a tempo de Moses começar seus estudos, já com 6 anos completados.
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O casal nunca teve pressa de cumprir o roteiro, que muitas vezes teve de ser ajustado às necessidades das crianças. É preciso lembrar que todos eles eram bem novos e birras, enjôos ou simples cansaço era alo que acontecida de vez em quando. A alimentação foi uma das grandes preocupações dos pais, que andavam sempre prevenidos com água, iogurtes, fruta ou pão integral.
O que também não faltou foram medicamentos, para coisas simples como uma gripe, mas também para doenças típicas de alguns lugares, como a malária. Sacolas com roupa, a barraca para dormir, uma pia, chuveiros portáteis, panelas, copos e um fogareiro fizeram também parte do kit de viagem.
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Apesar da coragem, há que falar também dos apoios que a família recebeu: os pais de Julie ajudaram a conseguir patrocinadores, a empresa onde Martin trabalhava contribuiu com a estrutura das bikes e o equipamento de camping. Os móveis da casa na Alemanha, que foi vendida para financiar o sonho, ficaram na garagem dos pais de Julie e o irmão de Martin, com mais tempo e melhor acesso à Intenet, foi atualizando o site da família – o Global Mobile Family.
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Apesar da viagem já ter terminado, ele continua lá, com informações e fotos, para que todos possam seguir os passos dessa aventura e se inspirar também.
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E então, você teria coragem de sair pelo mundo acompanhada de filhos pequenos?